Segundo as estatísticas mais recentes, até o ano que vem, a previsão é que uma empresa seja hackeada a cada 11 segundos. Mas ao mesmo tempo em que chegamos a esse número, vemos algo que parece um paradoxo: o co-browsing se torna uma opção viável para abordagem de clientes, prestação de serviços e negociações.
A pergunta é: Baseado nos riscos oferecidos pela internet todos os dias, co-browsing é uma boa ideia?
Isso é o que vou responder agora – e se você ler o texto até o final, vai encontrar uma grande surpresa.
Co-browsing
Co-browsing nada mais é do que uma navegação colaborativa, que permite que duas ou mais pessoas naveguem em uma mesma página da web ou em aplicativos ao mesmo tempo. É diferente do TeamViewer, por exemplo, que permite que o usuário para quem a tela está sendo transmitida opere em outra máquina desde a sua localização atual.
Esse tipo de funcionalidade tem sido muito utilizada no atendimento ao consumidor, tanto em compras B2C quanto B2B. No e-commerce, permite a criação de uma experiência de compra significativamente melhor, resolvendo o problema da característica autoexplicativa mas nem sempre óbvia das compras online. Em uma pesquisa recente da Forrester, o Co-browsing obteve 78% de satisfação dos clientes, contra 24% do atendimento por email e 9% do chat online.
Ainda assim, isso pode assustar algumas pessoas, que não conhecem a tecnologia e se sentem expostas e vulneráveis. Há clientes que ficam com a sensação de que estão deixando o seu computador ser visto e controlado por outra pessoa. Numa época de aumento de ataques cibernéticos, como a que estamos vivendo, nenhum receio relacionado à segurança deve ser menosprezado.
Porém, erá que há razões mesmo para você se preocupar?
Mais seguro do que se imagina
A realidade é que se compararmos o co-browsing com outras tecnologias de compartilhamento de tela – inclusive aquelas do próprio TeamViewer, descobrimos que o co-browsing é mais seguro do que todas as alternativas.
Por quê?
A principal diferença prática entre o co-browsing e o compartilhamento de tela é que com aquele, o atendente só tem acesso à página disponibilizada por você para a navegação conjunta.
Isso é muito curioso, porque apesar de, no compartilhamento de tela, você reter o controle sobre a operação da sua máquina, você exibe para os outros exatamente aquilo que você está abrindo. Um serviço de co-browsing como o Surfly, por exemplo, permite que dados sensíveis, como número de cartão de créditos ou senhas salvas, não sejam expostos.
Além disso, bons serviços de co-browsing não exigem downloads de software para funcionarem. Desta maneira, como o usuário não precisa instalar nada, você não precisa se preocupar com firewalls ou políticas de privacidade que bloqueiam o software de compartilhamento de tela, já que nada está sendo interferido.
Os recursos interativos de co-browsing são limitados ao seu próprio site e, ao contrário de outros softwares de área de trabalho remota como o TeamViewer, eles não precisam de permissões especiais do computador para funcionar.
Portanto, não há nada para se preocupar ao apostar na navegação compartilhada para solucionar problemas e prestar serviços – especialmente se você lançar mão de empresas sérias e especializadas na área, como é o caso da Surfly.
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